Esse ano o Papai Noel chegou mais cedo por aqui, hohoho. Semana passada fui dar uma volta no shopping (o que eu não conseguia fazer há meses) e depois de matar a vontade de comer um lanche maravilhoso no Burger King, voltei para casa com um brinquedinho novo: um celular Samsung Star. Eu me conheço e sei que não vai demorar muito até que eu enjoe das funcionalidades do aparelho, mas por enquanto estou adorando as frescuras, principalmente as widgets (tem do Flickr, YouTube, Facebook, etc.) e facilidades do touchscreen. Uma coisa que achei super interessante no Star é o fato de ele ter três desktops, todos personalizáveis, basta deslizar o dedo para a direita ou para a esquerda e pronto, o ambiente é alterado. Mas o que mais me chamou à atenção mesmo foi a bateria. A duração da bateria é espetacular! Mesmo ouvindo música (além de ser um player de MP3, ele tem rádio FM e o som é ótimo), assistindo vídeos (que ficam perfeitos na tela de 2,8 polegadas QVGA) e fuçando nos aplicativos durante um tempão, só precisei recarregar o celular depois de 4 dias. A câmera também é bacana, apesar de não ter flash (bom, é um celular e não uma máquina fotográfica) as fotos e vídeos ficam muito bons em ambientes iluminados. Mas… Nem tudo são flores. Infelizmente a Samsung pecou ao bloquear a instalação de jogos em java através do cabo USB, ou seja, a única forma de fazer isso é através do WAP, o que não é nada barato. Enfim, eu curti.

E aproveitando que eu estava no shopping, tratei de providenciar uma bolsinha para o meu brinquedo novo. Quando dei de cara com esse modelinho cinza da Animob, não resisti. Além de ser uma graça, o material usado é de primeira qualidade e o preço nem é tão salgado assim. Ah claro, os motivos de gatinho ajudaram a me fascinar, inclusive combinam com a foto dos meus gatos que está como pano de fundo do meu celular, hehehe.
Monday, 19/10/2009 às 13:57 hs. | Arquivado em: Saúde | 10 comentários
Há algumas semanas que venho querendo postar mas confesso que estava sem ânimo. Isso foi devido a mais um período que passei no hospital, (dessa vez muito mal, com dores terríveis) e que resultou em algo que eu já esperava: comecei a fazer hemodiálise. Quero fazer um texto especial sobre o tratamento e deixá-lo publicado aqui no blog, na intenção de esclarecer pessoas a quem possa interessar, mas por enquanto posso dizer que não é nem de longe o "bicho de sete cabeças" que eu pensava ser.
Quando meu médico disse que não tem mais jeito, que eu terei mesmo que fazer o transplante duplo – pâncrêas/rins – e que precisaria começar a dialisar, minha cabeça foi a mil. Me imaginei conectada àquela máquina horrível durante quatro horas por dia, três vezes por semana, sentindo tontura e náuseas. De fato, depender de uma máquina de hemodiálise para viver não é nada agradável, mas logo nas primeiras sessões eu percebi que não é tão penoso assim. Ao menos não tanto quanto parecia ser.
Mas afinal, como que é feita a tal da hemodiálise? Em resumo: o dialisador é formado por um conjunto de pequenos tubos chamados "linhas". Durante a diálise, parte do sangue é retirado do corpo, passa através da linha em um lado, onde o sangue é filtrado e retorna ao paciente pela linha do lado oposto. Nós, portadores de IRC (insuficiência renal crônica), dependemos do dialisador para fazer o "trabalho" dos rins, já que eles não funcionam mais como deveriam. Eu estou dialisando na TRS – Terapia Renal Substitutiva, uma clínica que fica no bairro de Moema e cuja equipe de profissionais tem se mostrado super bacana, dos médicos à copeira. Além do ambiente ser bem agradável (todos os equipamentos são modernos, temos ar condicionado e até Internet via wireless), lá contamos também com assistente social, nutricionista e psicóloga, o que faz o paciente se sentir bastante seguro e confortável. Nas primeiras sessões fiquei um pouco nervosa, até porque estava me sentindo mal e as horas que passei no dialisador foram uma tortura, mas agora já me adaptei e enfrento as quatro horas de diálise numa boa. Por enquanto estou dialisando às terças, quintas e sábados (das 11:30 hs às 15:30 hs), mas já pedi que mudassem meu horário para segundas, quartas e sextas na parte da manhã, assim terei os finais de semana livres para viajar, agora estou só esperando aparecer uma vaga para esses dias que, obviamente, são os mais concorridos.
No mais, tenho sido super mimada pela minha família e meus amigos! Ganhei um monte de presentes nessas últimas semanas, principalmente livros e DVDs (que são meu vício), o que será de grande valia durante as horas tediosas de diálise. Mas o que venho recebendo de maior valor são as boas energias que até pessoas que eu nem mesmo conheço estão me enviando através de recados no Orkut, no Twitter, no Facebook, etc. Adoro muito isso tudo! Muito obrigada a cada um de vocês que tem me ajudado a enfrentar essa barra com serenidade e otimismo, acho que eu não conseguiria se estivesse me sentindo sozinha.


